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Como desenvolver as Competências Comportamentais e qual a sua importância no mundo coorporativo

Quando precisamos de recursos humanos para o nosso negócio, pensamos em contratar pelas suas habilidades técnicas, mas depois iremos prescindir deles devido à sua falta de competências comportamentais. 

O investimento do capital humano, precisa ir além do conhecimento técnico e desenvolver atitudes comportamentais que aumentem a produtividade e ajudem a alavancar o negócio.

O que temas quero abordar contigo?

  • O que são as competências comportamentais
  • Para que servem as competências comportamentais
  • Diferenças das competências técnicas 
  • Importância das competências técnicas comportamentais para trabalho
  • Quais as principais competências comportamentais de um gestor
  • Quais as principais competências comportamentais de um empreendedor

Estás motivado em saber mais? Então vamos ler até ao final.

O que são as competências comportamentais?

As competências comportamentais são os traços da personalidade ou as aptidões que formam os padrões responsáveis pelas nossas atitudes.

O autor Scott B. Parry afirma que competência é “Conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que afetam a maior parte do trabalho de uma pessoa, e que se relacionam com o desempenho no trabalho; a competência pode ser mensurada, quando comparada com padrões estabelecidos, sendo desenvolvida por meio de treino”

 

Temos três pilares das competências:

  1. Conhecimento: refere-se ao saber que pode ser adquirido, seja por cursos, palestras, workshops, seminários, materiais de leituras e outras formas de aprendizagem.
  2. Habilidade: é a capacidade de desempenhar atividades praticas, utilizando o seu conhecimento e experiência para produzir algo.
  3. Atitude: decisão de ser ou fazer algo, que será controlada pela consciência e pelas emoções que leva a uma pessoa se movimentar, ou reagir perante os factos, objetos ou outros indivíduos.

Qual a diferença entre as competências técnicas e as competências comportamentais?

A principal diferença entre as competências técnicas e as comportamentais, é que a primeira é avaliada no curriculum vitae e a segundo pela observação da conduta do individuo. Assim sendo os Hard Skills são adquiridos através da formação académica ou da educação formal e da sua experiência no mercado de trabalho. Mas para desenvolver as competências comportamentais (soft-skills), necessitamos de valorizar o autoconhecimento e aplicar diferentes técnicas para os resultados desejados.  

A importância das competências comportamentais para o trabalho

Lembras-te a minha primeira frase, no início deste artigo? Quando precisamos de recursos humanos para o nosso negócio, pensamos em contratar pelas suas habilidades técnicas, mas depois iremos prescindir deles devido à sua falta de competências comportamentais. 

Todos nós já conhecemos alguém muito inteligente, bem informada, com conhecimento, mas arrogante e prepotente, assim como uma elevada resistência à mudança. Aqui o que está em casa são as suas competências e habilidades para a comunicação ou a própria resiliência as situações que a vida lhe coloca.

Vivemos num mundo VUCA. Vivemos também num mundo conectado entre si e dinâmico, onde é necessário desenvolver atributos estratégicos para aumentar a performance profissional. Nos últimos estudos mundiais, existe um fator comum em que é necessário aperfeiçoar as seguintes características:

  • Liderança
  • Automotivação
  • Trabalho em equipa
  • Comunicação assertiva e eficaz nas relações interpessoais
  • Capacidade de negociação
  • Criatividade
  • Adaptabilidade
  • Procura ativa pelo conhecimento
  • Empatia
  • Alegria e bom humor

Muitos dos CEO, quando identificam necessidades de recrutamento para novos recursos humanos, identificam as Soft Skills como algo importante na sua candidatura. Alias nos processos seletivos, é frequente que alguns gestores abdiquem de alguma competência técnica do candidato em detrimento de um perfil com ótimas competências comportamentais. Existe o consenso na área da gestão de recursos humanos e na parte técnica que é muito mais simples desenvolver alguém tecnicamente, do que alterar antigos hábitos e comportamentos.

Como desenvolver melhor as competências comportamentais?

Existem duas ferramentas que quando bem utilizadas, te alinham no processo. Falo do autoconhecimento e da inteligência emocional. O primeiro passo é conhecermo-nos a nós mesmos, entender quais as forças ou fraquezas, os desejos, as dores, as frustrações, e perceber quais são os estímulos que provocam determinada resposta, atitude ou reação.

Quando investimos de forma continua no autoconhecimento e no desenvolvimento pessoal, conseguimos traçar padrões e com isso modificar condutas com impacto negativo. Já com a inteligência emocional consigo um maior e melhor entendimento sobre os mecanismos que são geridos pelo inconsciente – chamadas de Emoções!

Estas respostas inconscientes, automáticas a estímulos, que também são denominadas de gatilhos, tem uma grande influencia sobre o nosso comportamento, especialmente quando são geridas pelo ego. Gosto quando Daniel Goleman define a inteligência emocional como “ A capacidade de sentir, entender, valorizar, e aplicar efetivamente o poder das emoções como fonte de energia, informação, confiança, criatividade e influencia humana”.  Facil de entender que se compreendermos o funcionamento das emoções, podemos ampliar o nosso autoconhecimento, e evitar atitudes negativas, impulsivas, ou até mesmo conflitos desnecessários.

Quais as principais competências comportamentais para um gestor?

Se pensar num gestor, penso num líder também. Para isso necessitam de desenvolver habilidades profundas, para conseguirem comunicar com a sua equipa de forma eficiente e eficaz. A especialista Denise Trudeau-Poskas na Forbes identifica 8 competências fundamentais para os líderes do mundo corporativo:

  1. Competência intrapessoal: Para se ser um bom gestor, é necessário um autoconhecimento profundo, não só para identificar a sua motivação interior, como quais as melhores formas de se energizar. Tem como função principal a motivação da equipa e que todos remem para o mesmo lado, com um propósito comum. Também a autoeficácia, a responsabilização, comprometimento, autonomia de pensamento e a consciência ampliada são tudo indicadores de atributos intrapessoais que alinham com o sucesso.
  2. Competência Interpessoal:  Relacionada com a capacidade de construir e manter relacionamentos saudáveis com a sua equipa, parceiros ou fornecedores. Quando esta competência está presente e bem desenvolvida, as relações entre toda a equipa e os seus líderes, são mais leves e assentes na confiança.
  3. Adaptabilidade: estamos perante a união entre a identificação do problema, a solução do problema e o pensamento critico. Existem vários pontos de vista e a amplitude dessa consciência evita os ângulos mortos na resolução do problema. A capacidade de avaliar o cenário no seu todos e decidir qual q melhor estratégia e abordagem naquele instante para sanar o problema ou criar um patamar de alavancagem.
  4. Competência Estratégica: qualquer gestor necessita de uma estratégia eficiente, e estar treinado para identificar o melhor de cada elemento da sua equipa, garantindo os melhores resultados com os recursos que tem. No entanto ter competência estratégica, vai muito além disto, engloba também a combinação entre visão, study case, experiência passada, experiência de outros, e um olhar critico e assertivo. Esta capacidade permite ao gestor um olhar de falcão, para evitar desdobramentos fururos, zonas dúbias ou obscuras, identificar oportunidades, ameaças ou possíveis caminhos inovadores.
  5. Intenção Maior: é apenas o propósito e o objetivo que deve nortear a equipa e não egos ou promoções individuais. Sempre que existe uma intensão maior em cada projeto ou ação o líder identifica a base solida e motiva a restante equipa para que seja participativa num projeto colectivo que beneficia todos. Esta competência desperta a colaboração entre todos, resultando em ações que se verificam em somatório de resultados para um bem maior.

Quais as principais competências comportamentais de um empreendedor?

O comportamento empreendedor é almejado não só por quem quer ter o seu próprio negócio, mas também para empresas que estão a contratar. São profissionais que atendem a um comportamento proactivo, são determinados, automotivados, otimistas, estrategas, com inclinação para a solução de problemas e criam soluções inovadoras.

Descrevo as 13 principais características dos empreendedores, nas quais me identifico:

  1. Define metas
  2. Com iniciativa e proatividade
  3. Aceitas correr riscos com um objetivo em mente
  4. Trabalha sob pressão e com deadline 
  5. Tem motivação, alegria e entusiamo
  6. Procura a perfeição e a qualidade
  7. Com um a mente criativa e incentivada
  8. Mantém o foco no cliente e na experiência que lhe quer entregar
  9. Procura desenvolvimento pessoal e adquirir mais competências
  10. Investe na sua equipa, parceiros ou fornecedores
  11. Tem uma networking valiosa
  12. Orientado para resultados
  13. Apresenta as suas soft-skills sempre em melhoria constante

Quais as principais competências comportamentais de um CEO?

Estudos indicam que existem 6 atributos marcantes comuns a todos os CEO de sucesso a nível mundial, são eles:

  1. Poder de influência e impacto no ambiente: falamos de carisma e personalidade forte, presente em 92% dos Ceos analisados. Grande capacidade de persuasão, utilizada para motivar a equipa e direcionar para os resultados desejados.
  2. Energia: Presente em 91% dos altos executivos, com uma elevada habilidade para gestão de conflitos e stress.
  3. Rapidez: agilidade no raciocínio e nas decisões fundamentais que tem um impacto positivo na empresa, principalmente num mercado tão competitivo, como aquele e que nos envolvemos. Assim 89% dos CEO apresentam um comportamento de urgência na sua tomada de decisão e nas suas atividades. O custo de oportunidade é muito elevado.
  4. Capacidade de assumir riscos: encaminhando a equipa a superar as expectativas tanto da própria empresa como mais ainda do seu cliente, de forma a ampliar ganhos e atribuir sustentabilidade a negócio. 
  5. Extroversão: A elevada capacidade de comunicação pode ser avaliada em mais de 61% dos CEOs, atendendo a que valorizam tosos os relacionamentos profissionais que os ajudam a alcançar os seus objetivos.

Conclusão

Aqui falei sobre as competências comportamentais. Competências estas que estão cada vez mais valorizadas num mundo corporativo, sendo essenciais para líderes, empreendedores, diretores, e todos os profissionais que desejam alcançar e atingir o seu alto desempenho, nos cargos que ocupam. Tenho para ti algo que te pode ajudar.

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Alexandra Seixas

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